I
No balanço da maré que acorda cedo,
O povo vem varrendo a noite inteira.
Na ladeira sobe a reza, desce o medo,
Mas o riso abre caminho na bandeira.
O sol dourado espicha o novo dia,
Capa de luz no peito da cidade,
E na ginga da baiana a Bahia
Dança o tempo com sua eternidade.
No balanço da maré que acorda cedo,
O povo vem varrendo a noite inteira.
Na ladeira sobe a reza, desce o medo,
Mas o riso abre caminho na bandeira.
O sol dourado espicha o novo dia,
Capa de luz no peito da cidade,
E na ginga da baiana a Bahia
Dança o tempo com sua eternidade.
(Refrão)
Ôh, Bahia, chama o povo pra rodar!
A rua é rainha — deixa o mundo te abraçar.
Vem no passo, vem no laço, nessa onda de alegria,
Que o carnaval é maré cheia de poesia.
Ôh, Bahia, chama o povo pra rodar!
A rua é rainha — deixa o mundo te abraçar.
Vem no passo, vem no laço, nessa onda de alegria,
Que o carnaval é maré cheia de poesia.
II
O pandeiro pede licença ao vento,
E o vento leva o canto pro Pelô.
Do cais velho até o firmamento,
Um fio de ouro em cada tambor soou.
A criança corre solta na avenida,
Feito promessa que não quer calar,
E o velho, com a memória colorida,
Vai lembrando que é eterno celebrar.
O pandeiro pede licença ao vento,
E o vento leva o canto pro Pelô.
Do cais velho até o firmamento,
Um fio de ouro em cada tambor soou.
A criança corre solta na avenida,
Feito promessa que não quer calar,
E o velho, com a memória colorida,
Vai lembrando que é eterno celebrar.
(Refrão)
Ôh, Bahia, chama o povo pra rodar!
A rua é rainha — deixa o mundo te abraçar.
Vem no passo, vem no laço, nessa onda de alegria,
Que o carnaval é maré cheia de poesia.
Ôh, Bahia, chama o povo pra rodar!
A rua é rainha — deixa o mundo te abraçar.
Vem no passo, vem no laço, nessa onda de alegria,
Que o carnaval é maré cheia de poesia.
(Ponte)
E quando a lua derrama seu axé,
O mar responde com seu canto fundo;
É a Bahia dizendo o que é:
Carnaval que costura todo o mundo.
E quando a lua derrama seu axé,
O mar responde com seu canto fundo;
É a Bahia dizendo o que é:
Carnaval que costura todo o mundo.
III
O trio abre caminho na coragem,
Feito navio riscando o coração,
E cada corpo é verso na passagem,
Cada sorriso acende uma canção.
Lá no alto, um estandarte tremulando
É o povo em flor na brisa do salão;
E o poeta, na calçada, murmurando
O segredo vivo dessa multidão.
O trio abre caminho na coragem,
Feito navio riscando o coração,
E cada corpo é verso na passagem,
Cada sorriso acende uma canção.
Lá no alto, um estandarte tremulando
É o povo em flor na brisa do salão;
E o poeta, na calçada, murmurando
O segredo vivo dessa multidão.
(Refrão
final)
Ôh, Bahia, chama o povo pra rodar!
A rua é rainha — deixa o mundo te abraçar.
Vem no passo, vem no laço, nessa onda de alegria,
Que o carnaval é maré cheia de poesia…
Nosso
sonho de primavera
(Verso 1)
Quando o vento soprou devagar
Trouxe teu nome no ar
E a estação começou a florir
No instante em que te vi sorrir
Tuas mãos tocaram as minhas
Como um sol que desperta o dia
E eu soube, sem precisar falar
Que era ali que eu queria ficar
(Pré-refrão)
Cada pétala que cai
Leva um pouco de nós dois
Mas o amor que a gente tem
Sempre volta depois
(Refrão)
No nosso sonho de primavera
Tudo floresce quando você chega
O mundo inteiro ganha cor
E o tempo para ao nosso redor
Nosso sonho de primavera
É viver contigo a vida inteira
Meu coração sempre te espera
Pra recomeçar…
Nossa primavera
(Verso 2)
Teu abraço é jardim em silêncio
Refúgio de cada pensamento
E a esperança se abre em flor
Quando encontro em ti o meu calor
Caminhamos por ruas antigas
Rindo de coisas tão simples
E descobrimos que amar
É plantar e deixar germinar
(Pré-refrão)
Se o inverno um dia vier
E o frio tentar nos calar
A gente acende o que é sincero
E faz o amor despertar
(Refrão)
No nosso sonho de primavera
Tudo floresce quando você chega
O mundo inteiro ganha cor
E o tempo para ao nosso redor
Nosso sonho de primavera
É viver contigo a vida inteira
Meu coração sempre te espera
Pra recomeçar…
Nossa primavera
(Ponte)
E quando a lua tocar o chão
Te prometo, dou meu coração
Porque cada estação que virá
É contigo que eu quero passar
(Refrão final)
No nosso sonho de primavera
Nada no mundo nos desespera
Se estou contigo, amor, eu sei
Que sempre será…
Primavera
Ademar de Sousa Maria
Ôh, Bahia, chama o povo pra rodar!
A rua é rainha — deixa o mundo te abraçar.
Vem no passo, vem no laço, nessa onda de alegria,
Que o carnaval é maré cheia de poesia…
E
o povo é quem reina na Bahia!
Ademar de Sousa Maria
12 de novembro de 2025
(Verso 1)
Quando o vento soprou devagar
Trouxe teu nome no ar
E a estação começou a florir
No instante em que te vi sorrir
Tuas mãos tocaram as minhas
Como um sol que desperta o dia
E eu soube, sem precisar falar
Que era ali que eu queria ficar
(Pré-refrão)
Cada pétala que cai
Leva um pouco de nós dois
Mas o amor que a gente tem
Sempre volta depois
(Refrão)
No nosso sonho de primavera
Tudo floresce quando você chega
O mundo inteiro ganha cor
E o tempo para ao nosso redor
Nosso sonho de primavera
É viver contigo a vida inteira
Meu coração sempre te espera
Pra recomeçar…
Nossa primavera
(Verso 2)
Teu abraço é jardim em silêncio
Refúgio de cada pensamento
E a esperança se abre em flor
Quando encontro em ti o meu calor
Caminhamos por ruas antigas
Rindo de coisas tão simples
E descobrimos que amar
É plantar e deixar germinar
(Pré-refrão)
Se o inverno um dia vier
E o frio tentar nos calar
A gente acende o que é sincero
E faz o amor despertar
(Refrão)
No nosso sonho de primavera
Tudo floresce quando você chega
O mundo inteiro ganha cor
E o tempo para ao nosso redor
Nosso sonho de primavera
É viver contigo a vida inteira
Meu coração sempre te espera
Pra recomeçar…
Nossa primavera
(Ponte)
E quando a lua tocar o chão
Te prometo, dou meu coração
Porque cada estação que virá
É contigo que eu quero passar
(Refrão final)
No nosso sonho de primavera
Nada no mundo nos desespera
Se estou contigo, amor, eu sei
Que sempre será…
Primavera
Ademar de Sousa Maria
19 de novembro de 2025
(1ª estrofe)
No embalo manso da noite,
Teu nome ainda ecoa em mim.
Feito saudade que volta,
Um passo lento no meu jardim.
E o vento, velho seresteiro,
Assopra as notas da solidão,
Enquanto eu guardo teu cheiro
No pandeiro do meu coração.
(Refrão)
Bate, meu pandeiro, devagar,
Que a dor quer me ensinar a cantar.
Se o amor foi embora na contramão,
Fica a cadência do meu coração.
Bate, meu pandeiro, sem pressa,
Que a vida ainda me endereça
Um verso novo de paixão.
(2ª estrofe)
Teus passos feitos de brisa
Ainda riscam meu corredor.
E cada canto da casa
Me lembra o timbre do teu calor.
Mas sigo firme nessa estrada,
Mesmo que falte inspiração.
É que a esperança é madrinhada
Pelo pandeiro do meu coração.
(Ponte)
Quando a madrugada me chama
Pra conversar com a solidão,
Eu peço à lua que inflama
A luz que resta na minha mão.
E faço um samba sem roteiro,
Só pra espantar a escuridão,
Deixo a saudade de parceiro
No pandeiro do meu coração.
(Refrão Final)
Bate, meu pandeiro, devagar,
Que a vida ainda me ensina a amar.
Se o amor tropeça, perde a direção,
O samba acende outra emoção.
Bate, meu pandeiro, firme assim,
Que um novo sonho vem pra mim,
No compasso doce
Do meu coração.
Ademar de Sousa Maria
3 de dezembro de 2025
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