sábado, 2 de julho de 2022

"Apresentação de obra" - Livro Berço de Poemas

O livro “Berço de Poemas” é um coligido de duzentas poesias em linguagem subjetiva capaz de interagir com o público em todo seu trajeto literário. Sendo a cidade natal do autor, Itagibá-BA, a grande mentora dessa narrativa poética, estabelecendo sintonia com o universo da natureza através de seus versos livres, sem métrica e em forma de prosa. É certo que o autor transcreveria poeticamente em sua grandiosidade numa folha de papel em branco, para compreensão do leitor, o que se dava ao seu entorno. Assim sendo, essa relação biunívoca estaria conectado entre dois interlocutores, livro e leitor.

Este livro se destoa das outras produções literárias, por ser o início de sua criação e composição poética. Sendo que a sua estrutura estabelece modelo único para os livros que serão editados. É certo que nem sempre obedecem a nenhuma métrica em sua estrutura, mas conservam uma melodia própria que leva o leitor a percorrer uma viagem no horizonte da arte. Isso é bastante categórico na formação de cada poema, já que a poesia é para ser lida em forma de canto, sustentando a ideia do cantar interior nesse leitor. Com isso, ela será a grandeza desbravadora desse mentor criador que é a sutileza dos versos soltos.

O autor nasceu a 6 de agosto de 1954. Ademar Pinto de Sousa Maria é filho mais velho do senhor Geraldo Pinto de Souza e da senhora Anésia Rocha de Souza. Formado em Letras com Habilitação em Língua Portuguesa e Respectivas Literaturas pela Faculdade Unijorge – Centro Universitário Jorge Amado, 2017, Salvador-BA. Pós-graduado em Letras “Lato Sensu”, com Especialização em Gramática e Texto pela Universidade Unifacs, 2019, Salvador-BA. Em 2019, ingressa no curso de Direito como aluno especial, cursando apenas uma disciplina: “Instituição de Direito Público e Privado” pela Universidade Federal da Bahia – UFBA, Salvador-BA. Em 1985, ingressa no grupo literário CEPA-Círculo de Estudo Pensamento e Ação, onde lança três coletâneas.

          “Liame” 1984 / “Transpoema” 1985 e “Antologia Poética Nordestina” 1986.

Sua produção poética atende ao movimento literário da semana de arte moderna de 1922, no Estado de São Paulo. Dessa manifestação artística e cultural, participaram Mário de Andrade (1893-1945); Oswald de Andrade (1890-1954); Menotti Del Picchia (1892-1988); Tarsila do Amaral (1886-1973); Anita Malfatti (1889-1964). Esses integrantes foram os responsáveis pelo novo modelo de arte livre e das armaduras dos cânones literários da época. O Brasil já era capaz de produzir a sua manifestação literária e influenciar a sua gente com uma nova produção artística que representasse a nossa Terra e os seus habitantes.

Esse pensamento produzido na Semana de Arde Moderna vinha de longa data, desde a independência do Brasil-colônia, por José de Alencar e outros escritores da época. Eles sustentavam a ideia de separação da literatura portuguesa, uma vez que a colônia, então Brasil hoje, era independente de Portugal e possuía uma Constituição expedida em 1826. Com isso, o Brasil se elevaria à condição de cultura livre, capaz de desenvolver sua arte. Seja ela na pintura, na literatura e também na música. Proporcionando equilíbrio cultural a um país em ascensão em todas as esferas da arte moderna.

Pelo que foi exposto nesse esboço literário, nota-se que a poesia, assim como as artes, são como um instrumento de equilíbrio social à mudança de um país. Tendo como noção uma próspera socialização para seus habitantes a exemplo da Semana de Arte Moderna de 1922. Com isso, o Brasil se edificou em uma nação transformadora do ponto de vista político e social. Nesse propósito não é diferente o pensamento do autor, quando processa em seu universo literário um mundo capaz de atender as classes sociais menos favorecidas em seu contexto, proporcionando um modelo de vida que atenda a todos dessa sociedade moderna.

Ademar de Sousa Maria

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