Sinopse
Os poemas elencados neste livro não fogem à regra do modernismo. São moldes característicos da poesia livre que sai do âmago do autor para representar o contexto social do momento e de épocas anteriores. A poesia criada espontaneamente toma voo comparável ao do pássaro condor e vai adiante do autor, carregando a mensagem a outrem.
A poesia é considerada a configuração mais expressiva da arte pela linguagem, materializada em forma de pensamento pela manifestação da metafísica numa comunicação reflexiva pela estética. O autor desencadeia seus atos emotivos numa projeção intermitente de ações lógicas, buscando as imagens e símbolos na construção de seus versos e prosas. Nota-se que esses valores intelectuais são armazenados no subconsciente para serem transcritos numa folha de papel em branco, formando um novo universo de formação literária.
Ademar de Sousa Maria
Detalhes
- Páginas:
284
- Encadernação:
Brochura
- Ano
da edição: 2021
- I.S.B.N.:
978-65-86751-88-8
- Cód.
barras:
- Altura:
21,0 cm
- Largura: 14,0 cm
Comprei uma passagem e fui residir no campo
Chegando lá, fiquei extasiado diante da tamanha maravilha
Que na metrópole não há espaço para tanta beleza;
Lá, há tranquilidade para meu fatigado espírito,
Uma vez que estou rodeado de muitos amigos,
E o coração farto de esbanjar bastante alegria.
Acredite! Tudo por lá é maravilhoso
A começar pelo verde ao meu redor;
Rios de uma brancura inigualável,
Que não existe em outro lugar,
Só quem preserva a natureza
Pode ter orgulho desse manto verdejante;
Por isso posso me sentir um homem privilegiado,
Por ter uma pequena área para meu cultivo.
Além do mais, um belo riacho de água cristalina,
Duas ou três cabeças de gado campeando no pasto
E um belo cavalo para meu rodeio em fins de semana.
Que adianta morar em uma cidade grande,
Quando tamanho encanto está estampado
No olhar do homem que sempre cultiva o campo.
Ademar de Sousa Maria
Campo de batalha
Quando estive no campo de batalha,
Pois não acreditei no que vi por lá:
A beleza do céu não se encontrava ali,
Catástrofe era o que se via naquele lugar,
Matava-se uns aos outros sem compaixão,
Lançando seus gigantescos foguetes mortíferos.
Eu pude ver que em toda aquela brutalidade humana
Não havia nenhum sentido de causa,
Quando era simplesmente
Pela manifestação da ganância.
Tente abolir a guerra o quanto antes,
E compreenderá que nosso semelhante
Necessita infinitamente da paz duradoura
Em todos os níveis, sem demagogia e com respeito mútuo.
É possível criar um mundo em que haja tranquilidade
E conforto em toda a conjuntura social,
Não prepotente e irreverente em sua disposição,
Pois logo vai perceber que estava em direção contrária,
Por não referenciar a presença
Desta única mentalidade humanística, a paz.
Ademar de Sousa Maria
23 de outubro de 2011.
Uma vez que vim da cidade do interior
Pensando encontrar amparo na cidade grande.
Quando dei por conta da minha situação,
Eu estava alojado nos passeios das calçadas.
Isso não é diferente para o meu conterrâneo,
A gente sonha com um mundo melhor,
Mas na verdade é o encontro da ilusão.
Só alguém vendo para testificar de fato
A verdadeira situação do nosso caro idealista.
Tudo é mesmo um verdadeiro contraste,
Se comparado ao imenso Brasil.
Dinheiro se vê para todo lado,
Mas falta no bolso do trabalhador.
Dessa maneira, vamos ter que mendigar
Por algum tempo de nossas vidas;
Mas enquanto a sorte na loteria não chega,
Vamos torcer por um país mais digno
No pensamento do povo cheio de esperança.
Estou mesmo na contramão
Da sociedade tão individualista,
Por fazer parte do povo empobrecido socialmente
E residente de favela em uma estrutura de barraco,
Mesmo assim eu me sinto honrado,
Por ser respeitado por todos à minha volta.
Isso é o que me sustenta pela busca dos meus ideais,
Sem dinheiro no bolso, essa é minha certidão,
Mas tenho a gratidão dos amigos…
Sou brasileiro, é o que me conforta.
Enquanto a corrupção não acaba,
Vou desviando dela como posso,
Sustentando minha família com o suor do meu rosto.
Isso sim é ser brasileiro, com honra na alma
E confiança na trajetória da vida.
Alguém diz que o jeitinho é quem sustenta a propina,
Que vai para o ralo o dinheiro do povo,
Mas, se todos tivessem de fato consciência,
Não seriámos consumidos pela miséria e estupidez.
Eu não sei se vou
O forró está bastante animado,
Defronte à casa de Dona Chiquinha.
Pelo visto, a festa não tem hora de acabar;
Enquanto houver folia, haverá também animação.
Seu Joaquim foi convidar
Moças e rapazes do Caruaru para a sua brincadeira;
Enquanto isso, Seu Genuíno esquenta a sanfona
Com canções nordestinas do seu repertório;
Certo que haverá uma grande festança
Na quadra do amigo e compadre Joaquim.
Aos poucos,
O espaço da quadra foi tomando corpo
Com a chegada de moças e rapazes
A convite do compadre Joaquim.
Logo o sanfoneiro de oito baixos, Seu Genuíno,
Sinaliza a todos que se organizem com seus pares,
Para que o forro arrasta-pé aconteça na hora exata;
Vai ser festa para o ano inteiro — diz o compadre Joaquim.
Ademar de Sousa Maria
E olho a realidade do presente momento
Sobre os acontecimentos à minha volta,
Fico completamente perplexo
Pelos escândalos de corrupção
E a miséria assolando logo ali, no outro lado da nação.
Ateia-se a desigualdade social
Enquanto a burguesia é consolidada na Corte;
O mundo sofre com sua cólera,
Pelos valores morais que foram invertidos,
Comedida pela violência nos setores da sociedade.
Nossas ações éticas como cidadãos têm que ser revistas
Como indicador de cidadania e respeito ao próximo;
Tornemos esse princípio humanitário em realidade,
Para continuarmos promovendo a paz
Em toda a esfera do globo terrestre.
Desse modo, vamos construir um mundo de saberes,
E não de tantos contrastes sociais;
Porventura você já pensou nessa possibilidade de transformação?
Pois estamos necessitados desde já,
É quando haverá consonância por um mundo melhor.
Ademar de Sousa Maria
O que dizem, meus amores?
O sonho não mais existe!
O entusiasmo mudou de endereço,
Ficando apenas o das minhas namoradas.
Eu já não faço histórias em quadrinhos
Para não cruzar seu nome ao meu
E dizer meu desejo com um beijo,
Quando meu coração sempre será o seu…
Não me faça pedido bastante bizarro,
Sou um historiador do meu destino,
Seu encanto já não cabe em mim,
Se foi! Apenas um adeus e nada mais.
Nosso caso, sim, é uma alma perdida,
Já não há mais pudor entre nós,
Consumado foi nosso ardor,
Voou como um belo pássaro condor.
Eu tenho muitas histórias tristes e alegres,
Mas nenhuma delas acontece de fato
Com o mesmo entusiasmo esperado;
A tristeza é o berço da minha saudade,
Mas a alegria é o caminho da minha conduta.
Ademar de Sousa Maria
Quando nada se constrói em prol da humanidade!
Eu fico imaginando o que seria possível fazer
Para impulsar a benevolência ao homem;
Não me pergunte das muitas possibilidades
De termos essa realeza em nosso planeta;
Pergunte a si o que faria no dia seguinte,
E verá que nada foi igual ao dia anterior;
Estou extremamente pensativo com nosso orbe,
Pois não vejo grandiosidade humana,
Apenas a visão do lucro em seus negócios,
Esquecendo que o amor ao próximo será bem acolhido;
Vemos a cada dia o aperfeiçoamento de armas atômicas,
Que poderá destruir nossa esfera global em alguns segundos,
Sem terem a dignidade da existência de seres na Terra,
E que foram criados pelo poder da Mão Divina;
Vamos fazer os dias de uma mesma igualdade:
Apenas bondade em nossos corações e amor ao próximo.
Ademar de Sousa Maria
Só rumores de poluição sonora
Desconcentra meu poder de criação literária,
Uma vez que tenho novos projetos em pauta
Assim me vejo entre a ânsia e a vontade,
Mas nada se contempla
Em uma calma tão cadenciosa.
Cheguei a pensar
Que eu perdi literalmente a calma,
Mas foram apenas rumores da minha apreciação,
Quando estou em êxtase com a criatividade
E nada vai conturbar meu estado de espírito;
Pois navego nesta primazia…
Copiando no tempo
As histórias que hei de contar.
Assim é meu canto na madrugada,
Serena e suave ao pé da letra,
Sabe recitar versos que vêm da alma
Na grandeza encantadora de uma criança;
Isso me encanta,
Sem que eu perceba
Toda a jovialidade em mim.
Ademar de Sousa Maria
Ao completar meus tempos de aposentadoria trabalhista;
É uma longa espera que cansa na vista da gente,
O silêncio atordoa o pensamento de quem acredita
Algum dia viver a ilusão de glória e descanso na velhice.
Logo vem um silêncio tardio à direção do caminho,
Como se fosse um túnel cujo fim não se avista;
Tudo é muito incerto sem o alcance da visão…
Eu procuro um cantinho bem na beira da estrada,
Para continuar com a esperança desse longínquo ideal.
Não sei se chego lá no balcão de atendimento!
Será com muito sacrifício quem dela requer o benefício,
Mas há quem me tenha dito: a sentença aumentou
Nos moldes de mais trabalho para render o tostão;
Sabe lá quando tudo termina!
A velhice não há de esperar!
Só Deus é conhecedor do nosso destino.
Ademar de Sousa Maria
Para que eu fosse à casa do Zé,
Mas não acreditei no mando de campo,
Por isso eu resolvi levar meu cavaquinho.
Quando da minha chegada à tardinha,
A casa estava rodeada de mistérios,
Mas não me dei totalmente conta
De que o festejo era no fundo do quintal.
Toda a plateia estava bastante ansiosa
Para dar logo início a comemoração,
Mas foi na voz estridente do compadre Justino,
Que os tambores rufaram ao som da tamanha alegria.
Em meio a tanta gente,
Solei meu cavaquinho,
Animando a festa de partido alto
E cantando minha mais nova canção.
Não te conto, minha iaiá,
Não te conto, meu ioiô,
O samba só deu por encerrado
Quando o dia clareou no meio do salão.
Ademar de Sousa Maria
Uma vez que a ansiedade não controla a vontade
De estar entre os amigos e amigas
A começar pela minha sogra
E alguns parentes mais achegados.
Lá se vive um grande espetáculo!
Ondas de mais de trinta metros
Formam verdadeiras conchas d’água marinhas,
E os surfistas sobre elas
Dão um show de encenação,
Proporcionando a grandeza que há em Nazaré.
O rei adora minha visita,
Jogar conversa fora não é lamento
Diante da beleza que falo de Nazaré,
Pois toda a corte me abraça
Com um grande abraço no coração.
Ademar de Sousa Maria
Muito menos do amor que se tem;
O farrista é o retrato da sua tolice;
O sábio é o caminho da sua direção.
Estou de bem naquilo que faço;
O destino é a estrada da minha conduta;
Por isso sou camarada na redondeza onde moro;
O segredo é estar de bem com a vida e com os amigos.
Meu amigo estava em um canto esquecido,
Sem animação, era a causa da sua moléstia;
Fiz de conta que estava esbanjando alegria
E dei um forte abraço de conforto no moribundo.
Tudo mudou de repente!
Um sorriso três por quatro estampou da sua boca;
De tanta euforia, saltitava de contentamento;
Logo sua vida aportou para um mundo ainda melhor.
Ademar de Sousa Maria
Tuas origens: Terras além-mar;
Encantadora de tua beleza,
Grandeza diáspora África-Brasil.
Tua presença está em nosso entorno,
Do contorno de tuas curvas,
Figura, forma geométrica
Que resplandece por este Brasil.
Tu és tão bela
Porque assim nasceste
Como o desabrochar de uma flor;
Em teu coração
A grandeza do teu amor.
Tens na alma a razão,
A grandeza no coração,
Que flutua nos ares da paixão
As grandes notas da pura emoção.
Tens um empoderamento
Do encanto de tua alma,
Sejas na beleza, em tua grandeza,
Negra de toda beleza na alma de quem te queira.
Ademar de Sousa Maria
Do papai e da mamãe,
Cante a cantiga do seu coração
Para a alegria do papai.
Mamãe foi à fonte buscar água,
Mas disse que tão logo ela vai voltar.
Menininha tão queridinha
Do papai e da mamãe,
Cante a cantiga do seu coração
Para a alegria do papai.
Mamãe foi à padaria
Comprar bolo de chocolate
Para festejar o aniversário da menininha.
Menininha tão queridinha
Do papai e da mamãe,
Cante a cantiga do seu coração
Para a alegria do papai.
Mamãe foi ao mercado fazer compra
Para encher a barriguinha da menininha.
Menininha tão queridinha
Do papai e da mamãe,
Cante a cantiga do seu coração
Para a alegria do papai.
Mamãe foi à loja comprar roupa
Para festejar o Natal
E o Ano Novo com a menininha.
Ademar de Sousa Maria
Com a maior indisposição do mundo,
Mas quando elevei meu pensar ao grandioso Universo,
Pude sentir uma verdadeira transformação em meu ego.
Pois já não estava ali
A pessoa que era antes de o sol nascer,
Mas a aurora não se fez de insensata
A um admirador da natureza.
Eu fui adiante de mim,
Narrando minha aventura e desventura
Aos amigos admiradores e demais presentes no meu vilarejo;
Em primeiro momento era algo de estranheza à minha fala,
Mas aos poucos foram entendendo
O que eu queria tanto dizer: a paz reinara
Nas minhas ações diante das pessoas em voga.
O amanhã sem dúvida
Será diferente do antes e do presente;
É como uma criança no seu nascimento de origem materna;
Aos poucos, a mudança transcorrerá com o passar do tempo,
Sem que as pessoas à sua volta
Tenham dimensão de sua grandeza
E vai alvorecendo a cada momento em sintonia com a natureza;
O verbo amar já não conclama mais adiante de sua costumeira ida,
Já que ainda é um tanto quanto menino
Começando uma estrada sem se referir ao final.
Quando tudo promete uma visão lógica
Do que virá na vida futura,
E o certo é caminhar
Na imaginação da obra do autor preferido.
A história é sensata
Quando a narrativa tem espaço para o bom senso;
Tudo é final da linha quando a esperança
Tem o encalce de seus limites,
Ou se tudo é poesia
Quando a dor da saudade permanece sentida!
Mas a lembrança é muito maior
Na voz do pássaro cantador,
Quando a natureza não tem alcance
Na entoada do canto alegre;
Assim construímos um saber soberano de grandeza sábia,
Em versos ou em prosa narrada na exatidão da luz divina.
Desse modo, seremos sabedores de nossos deveres,
Nossas ações na voz de quem pensa
O princípio de fé no entender do pensador;
Tudo será mais verdadeiro
Quando pensarmos a natureza maior.
Ademar de Sousa Maria
Eu edifiquei minha casinha,
Sem nenhuma riqueza
Para orgulho da minha vaidade,
Que era de um jumento, uma cabra
E a força do meu trabalho que Deus me deu.
Veio a seca, e um sol de rachar o chão,
A plantação não germinou neste chão seco,
Foi castigada pela falta d’água.
Faz tempo, não cai um pingo de chuva
Nesta terra do meu sertão olvidado!
Fé, eu tenho no Altíssimo, que há de chover…
Mas quando ela jorrar sobre a terra,
Quero ver nos olhares dos meus patrícios
O entusiasmo no plantio de suas plantações,
Bem como nas cantigas dos nossos ancestrais.
Salve Deus! Por ter ouvido nossas orações,
O sertão é nosso, e sempre vamos cultivar
Cada palmo deste chão tão querido pelos sertanejos.
Ademar de Sousa Maria
Para regressarmos à Terra de Nazaré,
Pois tínhamos que nos despedir
Dos nossos familiares à meia-noite
Do dia anterior a 20 de janeiro de 2020,
Para a comemoração da padroeira.
A noite apresentava-se de extrema escuridão
E não havia como pisar no chão;
De repente surge um enorme guaxinim,
Que fora guiando-nos a cada passo,
Logo que uma enorme lua cheia
Despontou nos céus com toda claridade.
Decerto que as dificuldades se manifestavam,
Mas aos poucos íamos superando com o passar da viagem;
Finalmente chegamos à Nazaré Encantada,
Ela brilhava aos olhares das pessoas
E tudo ali presente era tão maravilhoso
Que fora preciso acreditar que eu estivesse lá,
Rodeado de pleno encantamento da imponente Nazaré.
Ademar de Sousa Maria
Discretamente da sua esplêndida melodia,
Dizendo que a áurea do novo dia
Despertou de elegante brilhantismo,
E que as plantas do jardim ao lado
Estavam extasiantes de alegria interior,
Que elas germinavam naquele instante de glória.
Tudo isso estava na imaginação do poeta,
Que descrevia com tamanha brevidade
Sua elegância nostalgia do seu lacônico raciocínio.
Em sua pena de tinteiro ao raiar da aurora;
Já é tempo de narrar uma bela história,
Que se passa na narrativa do cineasta de cinema.
Talvez o poeta descreva com a voz de sentimento,
Encravando no peito uma harmonia bem mais encantadora.
Nem tudo parece tão difícil quando se quer avançar
Um objetivo em prol da causa bastante nobre.
Seja qual for a intensão do mensageiro ouvinte,
A estação fica logo ali em frente, atente ao sinal…256 Minha poesia
Já é hora de vivermos um novo tempo de espetáculo…
Desses que a natureza nos delineia em sua representação,
Talvez seja necessário atentarmos para fazer o mesmo
Com a maior perfeição de que só ela seja capaz dessa encenação.
Ademar de Sousa Maria
Parece que tudo mudou por aqui,
A chuva não cai com frequência na terra seca,
O gado amofinado tomba de tamanha fome no meio do pasto
E um silêncio toma conta do lugar
Na imaginação do povo sertanejo.
Será que Deus vai mandar chuva,
Ou vamos morrer de sede
Nestes confins de mundo?
Pois minha força acabou
Sem ver a grandeza da minha terra;
Já se foi o tempo que tudo que plantava floria,
De fazer gosto na hora da colheita,
E todos agradeciam a tamanha fartura.
Quando nos dias de hoje
O cenário é de tristeza,
Mas a fé do sertanejo não acabou,
Ele reza todos os dias
Na esperança de ver reflorescer
Um novo sertão de abastança para sua gente.
Ademar de Sousa Maria

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