terça-feira, 14 de junho de 2022

"Apresentação de obra" - Livro Os Encantos da Minha Terra

O grande mentor deste livro foi de todo e sempre a sua vivência com o mundo subjetivo no trato da grandeza de sua terra. Ainda muito pequeno, vem para a cidade grande, notadamente, Salvador, mas as lembranças ficaram impressas em sua memória; que aos quinze anos de idade começa a rabiscar folha de papel em branco na criação de poemas, que já demostrava interesse pela arte de escrever versos de maneira desprovida de métrica, mas de uma maneira singular. De volta à sua cidade natal, Itagibá – BA, notabiliza em pensamento toda aquela beleza ao seu entorno, que mais tarde transcreveria a sua grandiosidade.

Todavia, ele não esmorece em sua criação, criando incessantemente até os dias de hoje, e mais tarde, em 1985, com ajuda de um amigo, ingressa no grupo literário CEPA – Círculo de Estudos Pensamento e Ação, onde consegue editar três antologias e várias publicações de obras. Com isso, obtendo um grande avanço na sua vida literária; em 2010, edita sua primeira obra pelo EDA – Escritório de Direito Autorais. Esse caminho poético o autor faz de sua trajetória a arte de escrever poemas, que de fato já o consagrou em espírito e alma nesses longos anos de uma vida pacata, mas com o objetivo de ver as suas obras nas mãos do leitor de todo o mundo, uma vez que a temática é a busca pelo social e a conservação de nosso incomensurável planeta Terra.

Decerto, quando alguém se enleva ao universo literário, adentra-se na abstração do aprazível interior poético para transcrever a grandiosidade da natureza, e de quão é bela a sua magnitude. Assim, são os versos transcritos pelo autor neste modesto livro poético. Visto que o saudoso Manuel Bandeira enunciava: que era apenas “um poeta menor”. Já que o grande mentor dessa arte é a mãe natureza. Nota-se, portanto, que os versos dispostos são construções literárias do giro cotidiano, fazendo entender a relação humana com a grandeza da natureza, uma vez que é incessante a busca pelo conceito da realeza, quando não se assiste nos homens essa virtude em seus corações.

Percebe-se que os poemas citados não obedecem a nenhuma relação com a métrica ou rima, já que são versos de conotação livre e soltos, facilitando sobremodo a sua compreensão poética, sem qualquer armadura com o modelo clássico antes da Semana de Arte Moderna (o modernismo). Esse modo de pensar a literatura genuinamente nos moldes literários brasileiros já era pretensão do escritor José de Alencar, pensamento que os escritores portugueses eram literalmente contrários, pelo fato de o Brasil ser representado por colônia. Essa discussão travava questão literária acirrada, visto que o Brasil já tinha a sua independência e todas as condições representativas para constituir a sua própria literatura brasileira.

Notadamente, verso é um enunciado de texto sem comedimento em sua dimensão, que decola voo como um pássaro condor a novos horizontes, seja ele de um Baudelaire ou Drummond de Andrade. A partir de então, outros versos constituem um poema; seja qual for a sua estrutura é um verso, com doze sílabas ou não, representado pelo termo alexandrino; os de maior extensão não têm um nome definido, mas não deixam de ser um verso. Nessa perspectiva, ao folhear o livro Os encantos da minha terra, não será diferente a sua leitura, uma vez que ele aponta para o modernismo com versos que fogem aos padrões dos clássicos, buscando uma literatura de pensamento livre capaz de atender as demais classes sociais.

Nota-se que as duzentas poesias codificadas deste livro falam tão somente da vivência de seus tempos de outrora, relatos antecedidos a sua geração, seu modo de pensar a época presente como também a futura, a causa social do indivíduo na qual ele está inserido; falo, também, das temíveis armas nucleares, fazendo entender ao homem que o nosso planeta precisa ser conservado e não devastado por um foguete atômico como o fizeram em Hiroshima e Nagasaki. Certamente, se pensarmos de modo diferente ao que está ao nosso entorno, seremos, sem sombra de dúvida, seres racionais comprometidos com a realidade social e do planeta Terra. Nesse sentido, a poesia é o veículo de comunicação para externar sobre o que o autor pensa do “sistema”, que, por falta de raciocínio, logo faz com que ainda tenhamos a miséria nos quatro cantos do planeta.

Ademar Pinto de Sousa Maria / Jéssica Souza dos Santos


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